“Se a boca fala o corpo sara”: a experiência das rodas de conversa com mulheres e seus efeitos na saúde.
| dc.contributor.advisor | Fernandes, Marconi Moura | |
| dc.contributor.author | Duarte, Tânia Moreira | |
| dc.date.accessioned | 2021-05-14T20:06:15Z | |
| dc.date.available | 2021-05-14T20:06:15Z | |
| dc.date.issued | 2020 | |
| dc.description | Monografia | en_US |
| dc.description.abstract | Trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de experiência, realizado a partir da trajetória de uma psicóloga da equipe NASF-AB na Atenção Primária à Saúde (APS), na regional leste de Belo Horizonte. O objetivo desse relato é analisar como as rodas de conversa, no contexto da saúde pública, podem ser uma estratégia de intervenção e produção do cuidado em saúde. A Atenção Primária à Saúde (APS) é o primeiro nível de atenção em saúde, sendo a Estratégia Saúde da Família (ESF) parte dessa rede, que surge com o intuito de superar o modelo tradicional de cuidado em saúde centrado na doença e em práticas predominantemente curativas. Em 2008, o Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF) é instituído com o objetivo de apoiar as Equipes de Saúde da Família, na tentativa de superar a lógica tradicional de assistência à saúde, incorporando a corresponsabilização, gestão integrada do cuidado e atuando na clínica para além da fragmentação do sujeito. Partindo do relato da experiência com um grupo de mulheres desenvolvido em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), intitulado “Se a boca fala o corpo sara”, pudemos refletir sobre como as práticas de grupo, no formato de rodas de conversas, contribuem para o cuidado em saúde de mulheres consideradas poliqueixosas pelos profissionais de saúde da atenção primária. Habitualmente o sofrimento somente é percebido ou localizado com o desencadeamento de sintomas físicos inscritos no corpo, levando a procura dos serviços de saúde, onde geralmente a oferta para a cura são os medicamentos os quais nem sempre promovem resolutividade para as queixas das usuárias. Este formato de assistência possibilitou que as usuárias problematizassem o seu cotidiano, as relações consigo e com o mundo, e ao mesmo tempo, construíssem um novo olhar para as práticas da psicologia na saúde pública, fundamentalmente na atenção primária. Foi na tentativa de desconstruir o padrão habitual da racionalidade biologicista que utiliza a lógica sintoma-diagnóstico, e ofertar uma estratégia para cuidar, acolher, compreender e legitimar os diversos formatos de expressão do sofrimento, apropriando-se dos conceitos de humanização que definem a prática de uma clínica ampliada, que as rodas de conversa foram pensadas. O recurso da fala e o espaço para a escuta permitiram a descoberta de soluções individuais e comunitárias, ampliando as redes de alternativas para enfrentar os desafios da vida. Podemos concluir que abrir-se para o entendimento diferenciado de como enfrentar a doença/sintomas pode ressignificar a escuta promovendo sua função acolhedora pelo profissional de saúde e uma atenção à saúde mais integral, dialogada com os modos que cada um encontra para construir sua saúde e vida. | en_US |
| dc.identifier.uri | http://localhost:8080/xmlui/handle/123456789/376 | |
| dc.language.iso | pt_BR | en_US |
| dc.publisher | ESP-MG | en_US |
| dc.subject | Atenção Primária à Saúde | en_US |
| dc.subject | Sofrimento | en_US |
| dc.subject | Rodas de Conversa | en_US |
| dc.subject | Mulheres | en_US |
| dc.subject | Práticas Grupais | en_US |
| dc.title | “Se a boca fala o corpo sara”: a experiência das rodas de conversa com mulheres e seus efeitos na saúde. | en_US |
| dc.type | Monografia/ TCC | en_US |
